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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dicas para começar a usar a bicicleta como meio de transporte - Parte 4: Escolha um percurso adequado

[Este é o quarto de uma série de artigos (ver artigo inicial, ver segundo artigo, ver terceiro artigo) dedicados a quem quer começar a utilizar a bicicleta como meio de transporte e ainda não sabe muito bem por onde começar. Trata-se de uma série de artigos que aborda diversos temas, desde a escolha da bicicleta à aprendizagem de um estilo de condução adequado.]

Ao escolher o seu percurso, há algumas variáveis importantes a levar em consideração. Em primeiro lugar, a sua forma física e a sua experiência enquanto condutor e ciclista. Em segundo lugar, a distância a percorrer e as condições no terreno: inclinação, tipo de estrada, trânsito, etc.

8. Use os mapas

Consulte o mapa da sua cidade e defina uma rota que seja tão direta quanto possível, mas tente evitar para já as inclinações mais acentuadas. Mais tarde, poderá explorar também essas ruas, mas é preferível começar de forma gradual.

Evite também as chamadas "vias rápidas" e outros eventuais trechos que se encontrem vedados à circulação de velocípedes. Lembre-se contudo que a bicicleta é um veículo e, como tal, pode circular normalmente na maior parte das ruas e estradas.

Para além dos mapas em papel, podem ser muito úteis os serviços de mapas on-line. O Google Maps, por exemplo, tem uma funcionalidade para ciclistas que, infelizmente, ainda não está disponível em Portugal, mas pode mesmo assim ser útil: se selecionarmos as rotas pedestres, temos um caminho um pouco mais adequado a ciclistas. Existe também o MapMyRide que tem a vantagem de permitir desenhar uma rota no mapa e visualizar um gráfico com a variação da inclinação ao longo desse percurso.

9. Explore a sua cidade de bicicleta

Se está a começar, comece por explorar os seus possíveis percursos previamente, por exemplo num fim de semana. Isso permitir-lhe-á conhecer melhor as ruas, com calma e talvez até com menos trânsito, para ficar com uma noção mais clara das distâncias, bem como dos obstáculos ou dificuldades que possa encontrar em cada uma delas. Não há como sair a pedalar para ficar a saber se um certo trajeto é ou não demasiado inclinado, por exemplo.

Pedale descontraidamente, sem pressas, e aproveite para contar o tempo que demora cada um dos percursos. Mas lembre-se: a ideia não é fazer uma corrida contra o tempo, mas sim ficar a saber quanto tempo demora, fazendo o caminho de forma mais ou menos relaxada. A regra é simples: quanto mais rápido pedalamos, mais aquecemos e mais suados chegamos ao destino; mas se pedalarmos ao nosso próprio ritmo, podemos fazer vários quilómetros sem grande esforço. Deste modo, saberá a que horas precisa de sair de casa, para chegar pontual ao seu local de trabalho.

Ao explorar a cidade, esteja atento(a) a eventuais atalhos que possam vir a facilitar-lhe as suas viagens de bicicleta.

10. Pense como ciclista, não como motorista

O melhor caminho para um ciclista é muitas vezes diferente daquele que mais convém a um automobilista. Se ao automóvel convêm rotas que incluam estradas rápidas e largas, poucos cruzamentos e sinais de stop ou cedência de passagem, ao ciclista interessam antes rotas tão diretas quanto possível, com pouca inclinação e preferencialmente com trânsito automóvel lento, ou com pouco ou nenhum trânsito automóvel. As ruas secundárias são particularmente úteis para quem vai de bicicleta: são rápidas, muitas vezes são mais diretas e têm menos trânsito ou, pelo menos, trânsito mais lento.

Além disso, o ciclista pode facilmente transpor alguns obstáculos impossíveis a um carro, até porque basta apear-se e levar a bicicleta pela mão, sempre que isso for necessário.

Outro fenómeno que acontece muitas vezes é o facto de determinadas estradas serem mais movimentadas em determinadas horas e ficarem praticamente desertas noutros horários. Conhecendo esse pulsar, podemos usá-lo a nosso favor. Se uma rua tem engarrafamento a uma determinada hora, isso significa que o trânsito está mais lento e, provavelmente, bem mais seguro para um ciclista. Se a uma outra hora a rua fica mais ou menos deserta e não há carros a circular a alta velocidade, ótimo!

11. Junte-se aos seus vizinhos ciclistas

A partir do momento em que passar a andar de bicicleta na sua cidade, irá perceber que, mesmo sendo ainda uma minoria, há dezenas ou centenas de vizinhos seus que já usam a bicicleta no seu dia a dia. Fale com alguns deles, para perceber quais os percursos utilizados mais frequentemente pelos ciclistas mais experientes. Afinal, todos eles tiveram também de explorar inicialmente até encontrarem os seus percursos preferidos.

Participe em eventos de ciclismo urbano, como a Massa Crítica, a Cicloficina ou os Encontros com Pedal. Isso dar-lhe-á a oportunidade de meter conversa com alguns dos ciclistas com quem, muito provavelmente, se passará a cruzar no seu quotidiano. Aproveite para trocar experiências e conhecer os melhores percursos para bicicletas.

Junte-se a uma associação local de ciclistas urbanos, se existir, e use os grupos existentes nas redes sociais para descobrir outros ciclistas e trocar experiências e ideias.

(continua...)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dicas para começar a usar a bicicleta como meio de transporte - Parte 3: Antes de começar a pedalar

[Este é o terceiro de uma série de artigos (ver artigo inicial, ver segundo artigo) dedicados a quem quer começar a utilizar a bicicleta como meio de transporte e ainda não sabe muito bem por onde começar. Trata-se de uma série de artigos que aborda diversos temas, desde a escolha da bicicleta à aprendizagem de um estilo de condução adequado.]

7. Antes de começar a pedalar, verifique sempre:

  • RODAS - Não devem estar empenadas, devem estar devidamente fixadas e os pneus devem estar à pressão recomendada pelo fabricante (entre outras coisas, ajuda a evitar o aparecimento de furos). Convém ir verificando também a eventual presença de anomalias na superfície dos pneus.
  • TRAVÕES - Aplique força nas manetes dos travões para confirmar que estejam a funcionar corretamente. Verifique periodicamente os calços: tenha atenção à sua posição (deverão tocar unicamente no aro e nunca no pneu) e ao seu desgaste. Se estiverem gastos, deverão ser substituídos.
  • CORRENTE - A corrente e todo o mecanismo de transmissão devem estar limpos, lubrificados e afinados. Se a transmissão da sua bicicleta não estiver a funcionar devidamente (por exemplo, se a corrente saltar ou não agarrar), podem ocorrer acidentes de gravidade mais ou menos imprevisível. Na dúvida, consulte um mecânico de bicicletas.
  • SELIM e DIREÇÃO - O selim deve estar bem apertado e regulado a uma altura adequada. Não deve haver nenhuma folga entre o guiador e a roda dianteira - ou seja, não podem mover-se independentemente. Se notar alguma folga, peça de imediato ao seu mecânico de bicicletas para verificar a caixa de direcção.
  • LUZES - Se vai circular antes do nascer do sol, ou se existe a possibilidade de ter de pedalar a partir do fim da tarde, certifique-se de que leva consigo um conjunto de luzes dianteira (branca) e traseira (vermelha). Se as suas luzes necessitarem de pilhas, certifique-se de que tem sempre as pilhas carregadas, bem como um par de pilhas suplentes.

(continua...)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dicas para começar a usar a bicicleta como meio de transporte - Parte 2: Equipar-se

[Este é o segundo de uma série de artigos (ver artigo anterior) dedicados a quem quer começar a utilizar a bicicleta como meio de transporte e ainda não sabe muito bem por onde começar. Trata-se de uma série de artigos que aborda diversos temas, desde a escolha da bicicleta à aprendizagem de um estilo de condução adequado.]

2. Escolher o vestuário para a sua pedalada diária

Há muitos ciclistas que só usam o vestuário concebido para o ciclismo profissional, mas poucos são os ciclistas urbanos que o fazem no dia-a-dia. Porque, apesar de ser confortável ao pedalar, esse tipo de vestuário implica uma despesa adicional considerável, não é nada prático em percursos curtos (obriga a trocar de roupa ao chegar ao trabalho, por exemplo) e, além do mais, não é nada fashion.

Por isso, uma boa notícia é que não tem de vestir-se de licra para usar uma bicicleta: a menos que vá fazer um percurso de muitos quilómetros ou participar numa competição, bastará a sua roupa normal de todos os dias. Use roupas confortáveis, mas evite roupas muito largas que possam prender-se nas rodas ou na corrente.

Dependendo da sua forma física, da cadência do seu pedalar, do tipo de percurso e do estado do tempo, pode ser necessário fazer pequenos ajustes. Muitas vezes, precisamos de menos roupa quando estamos em cima da bicicleta: o movimento dos músculos aquece o corpo. Mas noutras vezes, com o ar gelado da manhã ou com vento frio, pode dar jeito usar umas luvas e/ou um casaco ou corta-vento.

3. Não se esqueça das luzes!

Se vai usar a bicicleta ao início e/ou ao fim do dia, não saia de casa sem um conjunto de luzes frontal e traseira (verifique as pilhas!). Um conjunto de refletores e roupas claras são também úteis para circular em segurança na estrada.

4. Prepare-se para a chuva

Ao início, temos tendência para consultar a meteorologia, com receio de apanhar um dia de chuva. Mas depois acabamos por nos aperceber que é raro chover, e muito mais raro ainda chover o dia todo. Mas lá diz o ditado: um ciclista preparado vale por dois. Portanto, aqui ficam algumas dicas também em relação a este tópico.

Em primeiro lugar, uns guarda-lamas ajudam a evitar salpicos de água, lama e areia provenientes das rodas (quando chove, ou quando chão ainda está molhado).

Um bom fato impermeável pode ser vestido por cima da sua roupa normal e permitir-lhe-á chegar ao seu destino seco e confortável, mesmo nos dias de chuva intensa. Há modelos concebidos especificamente para ciclistas, que se ajustam para não ficarem presos na corrente e que permitem que a pele respire, mantendo no entanto uma excelente capacidade de retenção da água da chuva.

5. Leve consigo a sua bagagem

Um porta-bagagens, com ou sem alforges, é sempre útil, para levar a carteira, o almoço, uma muda de roupa e tudo o mais que precisar (não se esqueça de uma bomba e de um mini kit de ferramentas). Ao usar um porta-bagagens, sentimos menos o peso do que se usarmos uma mochila, e não acumulamos suor nas costas.

A verdadeira utilidade de um cesto e/ou uma grelha bagageira surge quando menos se espera. Isto é, a utilidade prática da bicicleta vem mais facilmente ao de cima: podemos passar pelo mini-mercado para fazer umas compras para o jantar, podemos levar uma muda de roupa para o trabalho, podemos levar o computador portátil para uma reunião com um cliente, etc.

6. Proteja a sua bicicleta

Se precisar de deixar a sua bicicleta sozinha durante algum tempo, é recomendável investir num bom conjunto de cadeados que lhe permitam prender o quadro e ambas as rodas. Há muita diversidade quer em termos de preços quer em termos de design dos cadeados. Os mais fiáveis tendem a ser aqueles em formato de U ou D, mas convém usar sempre dois modelos diferentes. Por exemplo, poderá utilizar um cadeado em U para prender o quadro e a roda traseira ao ponto de fixação no local de estacionamento e um cabo para prender ao quadro a roda dianteira.

É também boa ideia prender o selim ao quadro, sobretudo se aquele tiver um aperto tipo quick release (abertura fácil). Alguns ciclistas optam nesses casos por retirar e levar consigo o selim, quando deixam a bicicleta estacionada.

(continua...)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Braga ciclável - Do Carandá ao Campus de Gualtar (Univ. Minho)

No âmbito da nossa rubrica intitulada Braga Ciclável, vamos publicando alguns dos percursos utilizados diariamente pelas pessoas que se deslocam de bicicleta na cidade de Braga.

O percurso de hoje é o efetuado pelo leitor Pedro Carvalho, para se deslocar diariamente entre a zona do Carandá e a Universidade do Minho:

Sou estudante na UM e por isso faço o percurso diariamente. Demoro entre 15 minutos (devagar) e 10 minutos (mais apressado) que é o tempo que demorava nos autocarros (43) sem contar com esperar nas paragens, atrasos e falhas de serviço (mto comuns) etc.

Infelizmente não existe nem ciclovia nem vias cicláveis e seguras. Cruzo-me com vários ciclistas, seja a caminho da rodovia seja a caminho da UM. Um corredor ciclável que ligasse o centro aos polos universitários e de desporto (rodovia, piscinas, ciclovia) ao centro é essencial e urgente.

Aqui vai o mapa com os percursos que utilizo em segurança.

Acrescento ainda que é uma pena as margens junto ao rio este estarem tão subaproveitadas.

E ainda parabéns pelo blog e as várias iniciativas como esta!

um abraço ciclista!
Pedro de Carvalho

[Clique aqui para ver o trajeto no Google Maps]

Legenda:

  • Verde: sentido correto de trânsito e ciclável
  • Amarelo: percurso pedestre
  • Vermelho: escadas
  • Azul: caminho alternativo

Diz-nos ainda o Pedro que o percurso assinalado a azul no mapa acima é o seu trajeto preferido: é em terra, mas só tem 2 cruzamentos e pouco trânsito de peões. Neste momento, contudo, está cortado por causa do parque insuflável e das obras junto ao rio.

Obrigado pela dica, Pedro!

A linha azul permite evitar peões e automobilistas, pelo que é fácil perceber o motivo desta preferência por parte do Pedro.

Pessoalmente, gostaria de ver implementado pelas autoridades competentes um percurso com piso ciclável (nota: não vale piso de terra, nem paralelo, nem asfalto esburacado!…), cuja utilização não ficasse limitada a bicicletas de todo-o-terreno. A Av. João XXI / Av. João Paulo II será para tal um excelente ponto de partida: bastaria promover uma ligeira acalmia de trânsito (p.ex. velocidade máxima real de 50Km/h) e implementar uma faixa ciclável, exclusiva ou partilhada apenas com transportes públicos, com linha contínua e sinalização horizontal e vertical.


P.S.: Um destes dias, prometo publicar aqui um artigo dedicado exclusivamente à temática das ciclovias. Num mundo ideal, poderia haver ciclovias em todas as artérias e arteríolas da cidade. Num outro mundo ideal, talvez mais consciente da necessidade de articular eficientemente a relação custo/benefício, as bicicletas poderiam circular lado a lado com os restantes veículos, em segurança, fruto de um Código da Estrada mais protetor, de algumas medidas eficazes de ordenamento de trânsito e de uma mentalidade geral mais evoluída entre os motoristas.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Cartazes de apoio ao uso da bicicleta

Acabamos de disponibilizar para download grátis, na secção Úteis, dois cartazes prontos a imprimir, para os poder levar consigo quando participar num evento com a sua bicicleta. Se vai à Massa Crítica (Bicicletada), à World Naked Bike Ride, ou a algum outro evento de apoio ao uso da bicicleta enquanto meio de transporte, leve consigo gratuitamente um destes e faça passar a mensagem…

terça-feira, 14 de junho de 2011

Braga ciclável: Da Estação até ao complexo industrial da Grundig

Por cortesia do Miguel Barbot, a quem agradecemos a amabilidade de nos ter indicado a pertinência deste artigo no blog Um Pé no Porto Outro no Pedal, apresentamos hoje o percurso do Vítor Silva, que se desloca diariamente de comboio e bicicleta entre o Porto e Braga.

Em Braga o percurso também é relativamente curto entre a estação e a empresa onde trabalho. Saio na Estação, subo a Rua dos Caires (um nome com muito potencial para piadas ciclísticas) até à igreja de Maximinos. Este bocado é a subir ligeiramente e em asfalto.

Depois entro pela Rua Peão da Meia Laranja e Rua Felicíssimo Campo (não, não estou a inventar estes nomes) até á rotunda com a Rua Cidade do Porto. A empresa onde trabalho fica a 50 metros daí. Este último bocado é em paralelo e a descer o que é excelente para relaxar e não ter que chegar ao trabalho ofegante.

À vinda para casa, o percurso em Braga é igual, mas mais cansativo porque sobe mais do que desce e porque o stress de conseguir apanhar o comboio obriga a esquecer qualquer cuidado para não começar a transpirar.

(O texto completo, que inclui o trajeto de bicicleta efetuado na cidade do Porto pode ser encontrado nesta página. Ao Vítor Silva e ao Miguel Barbot, agradecemos a dica.)

[Clique aqui para ver o trajeto no Google Maps]

Apesar de este ser um percurso relativamente curto, nem sempre é muito amigável para ciclistas. A existência de ruas e rotundas com várias faixas, o facto de se tratar de uma zona de alto tráfego automóvel e alguns pequenos ou grandes equívocos de ordenamento urbanístico tornam até certo ponto preferível um trajeto alternativo. A solução encontrada pelo Vítor Silva (através da Rua Peão da Meia Laranja) foge ao trânsito e, provavelmente, apresenta um desnível mais suave no regresso à Estação. A única desvantagem parece ser mesmo o piso em paralelo...

A título de sugestão, para quem chega a Braga de comboio e quer dirigir-se ao complexo industrial da Grundig, deixo à consideração um outro trajeto, indicado a verde no mapa acima, que implica sair mais cedo do comboio, no apeadeiro de Ferreiros (se o comboio parar em todos os apeadeiros). Esta é uma zona com pouca inclinação, que se faz bem de bicicleta em ambos os sentidos. Este trajeto faz sentido quando vimos num daqueles comboios que param em todas...

A combinação Comboio+Bicicleta é sem dúvida a que apresenta uma melhor relação em termos de custo versus tempo de viagem. Há uns meses, fiz também eu a experiência de uma viagem Braga-Porto-Braga, comparando o custo da várias opções de transporte e calculando a poupança resultante de usar comboio e bicicleta. Pode ser visto aqui.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Dicas para começar a usar a bicicleta como meio de transporte - Parte 1: Escolher uma bicicleta

Este é o primeiro de uma série de artigos dedicados a quem quer começar a utilizar a bicicleta como meio de transporte e ainda não sabe muito bem por onde começar. Tentaremos abordar diversos temas, desde a escolha da bicicleta à aprendizagem de um estilo de condução adequado.

1. Arranje uma bicicleta!

Não tem que ser um modelo topo de gama, mas convém que tenha o tamanho certo para si e que esteja devidamente afinada. De um modo geral, as bicicletas mais caras destinam-se à prática desportiva de alta competição: têm algumas características técnicas que podem até nem ser úteis ao utilizador comum e geralmente não dispõem dos acessórios mais voltados para o ciclismo utilitário. Além disso, uma bicicleta demasiado dispendiosa pode tornar-se também particularmente atraente para os ladrões.

Evite no entanto as "bicicletas de supermercado". Há bicicletas que são tão baratas que pura e simplesmente não são seguras ou fiáveis para quem vai fazer delas o seu meio de transporte. O barato pode sair caro e até causar alguns acidentes perigosos. Às vezes, pode ser melhor negócio uma bicicleta usada que se encontre em bom estado. Quem sabe, talvez algum familiar ou amigo tenha uma bicicleta que já não usa, encostada no fundo da garagem...

Se vai comprar uma bicicleta nova, saiba que há modelos concebidos especificamente para uso como meio de transporte urbano que, para além de serem confortáveis, incluem de série alguns acessórios indispensáveis: luzes, refletores, campainha, guarda-lamas, grelha bagageira. Pode ficar mais em conta um destes modelos do que comprar individualmente cada um desses acessórios para equipar uma bicicleta concebida para uso desportivo ou recreacional.

Para quem precisa de combinar frequentemente o uso da bicicleta com o carro ou os transportes públicos, uma bicicleta dobrável pode ser particularmente prática. Ocupa pouco espaço e tem também a vantagem de poder entrar consigo na maior parte dos locais onde for, diminuindo a probabilidade de roubo.

(continua...)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Braga ciclável - Do Campus de Gualtar (Univ. Minho) até ao centro da cidade

Há dias, inaugurámos neste espaço uma nova rubrica intitulada "Braga ciclável", onde serão publicados alguns dos percursos utilizados diariamente pelas pessoas que se deslocam de bicicleta na cidade de Braga.

O leitor Miguel Borges aceitou o desafio e partilhou connosco a rota que utiliza regularmente para se deslocar da zona de Gualtar (Universidade do Minho, Hotel Meliã...) para o centro da cidade:

Costumo fazer a ligação Gualtar-Centro com o seguinte percurso "expresso":

Av. João Paulo II desde o McDonalds até aos semáforos da 31 de Janeiro. Depois, subo a 31 de Janeiro pela faixa da esquerda; No topo da 31 de Janeiro faço o mesmo que tu, meto-me no interior prazenteiro da avenida central.

Devo dizer-te que este percurso se faz com tranquilidade (apesar da velocidade dos veículos na JPII, o facto de haverem 3 faixas deixa a faixa da direita com margem para seguir confiante) e exige apenas um pouco de destreza na rotunda J.P.II/Julio fragata. Caso neste ponto falte coragem, é desmontar e fazer as passadeiras :)

[Clique aqui para ver o trajecto no Google Maps]

Trata-se, efetivamente, de um percurso fácil de memorizar e de executar de bicicleta. O piso é bom, há bastante espaço para partilhar com os restantes veículos, há poucas curvas e boa visibilidade, o que nos permite chegar rapidamente até ao centro de Braga, sem grandes dificuldades. Na Av. 31 de Janeiro, há uma pequena inclinação, mas é tão ligeira que quase nem se nota.

Em poucos minutos, conseguimos ir sem esforço desde a zona da Universidade do Minho até ao Teatro Circo, à Loja do Cidadão ou a uma das muitas esplanadas no centro da cidade.

Obrigado pela dica, Miguel!

domingo, 5 de junho de 2011

Braga ciclável - Do BragaParque até ao centro da cidade e à Sé de Braga

Depois de ter conhecido há dias a excelente iniciativa do Miguel Barbot, no seu blog Um pé no Porto e outro no pedal, de mapear os percursos cicláveis da cidade do Porto a partir dos relatos dos próprios ciclistas, apercebi-me que essa era também uma necessidade por estes lados. Decidi, por isso, tentar fazer algo do género para a cidade de Braga.

Já nem me lembrava eu que, há pouco mais de um ano, essa havia sido precisamente uma das minhas principais dúvidas - quais os melhores percursos para ir de um ponto a outro na cidade de Braga, em bicicleta. Na falta de um mapa de percursos cicláveis, acabou por ser um processo de aprendizagem por tentativa e erro, auxiliado de quando em vez pelos serviços de mapas on-line.

Então, aqui vai o primeiro desses mapas.

[Clique aqui para ver o trajecto no Google Maps]

Nas minhas deslocações para o trabalho e para mais uma série de pequenas coisas, tenho necessidade de ir diariamente desde a Av. Antero de Quental (junto ao BragaParque) até ao centro de Braga. Como se sabe, em Braga não há ciclovias, e, na verdade, até não são assim tão necessárias quanto isso. Há, isso sim, uma enorme necessidade de vias cicláveis, que é um conceito bem diferente, potencialmente mais útil e bem menos dispendioso.

A rota assinalada no mapa abaixo a azul representa o percurso que faço atualmente de bicicleta num dia normal. A verde, indico uma alternativa um pouco mais legal, mas com alguns inconvenientes. Durante algum tempo, usei este percurso alternativo como forma de evitar circular ilegalmente em ruas que têm um dos sentidos reservado aos transportes públicos. No entanto, como obrigava a sucessivas paragens em cruzamentos, subidas desnecessárias e utilização de uma rua com piso irregular (calceta), acabei por passar a efetuar quase sempre o trajeto pela Rua D. Pedro V (a azul).

Este é talvez o percurso mais confortável em termos de qualidade do piso e níveis de inclinação, para quem se desloca de bicicleta entre a zona do BragaParque e e o Centro. É também um percurso com pouca circulação automóvel (à excepção do ponto negro que refiro abaixo). Os motoristas dos transportes públicos têm sido impecáveis, e a maior parte dos automobilistas também. Ocasionalmente, há um ou outro automobilista ou condutor de trator agrícola que é menos compreensivo, mas felizmente são uma pequena minoria.

A Avenida Pe. Júlio Fragata (parte desta espécie de auto-estrada situada em torno do centro da cidade de Braga) é sem dúvida o ponto negro deste percurso: apesar de ter um piso excelente para qualquer veículo, as velocidades excessivas dos veículos motorizados tornam este trecho um tanto ou quando arriscado para quem circula de bicicleta, a velocidades consideravelmente mais baixas. Por outro lado, a sinalização horizontal obriga os veículos (bicicletas incluídas) a mudar de faixa antes do entroncamento da R. Dom António Bento Martins Junior. Isto obriga o ciclista a meter-se no meio de automóveis e camiões que não esperam cruzar-se com velocípedes, apesar de, à partida, não existir nenhum impedimento legal à circulação das bicicletas nesta via.

Quanto ao trecho entre a Rua D. Pedro V e a Rua de S. Victor, em termos estritos, o trânsito neste sentido está reservado apenas aos transportes públicos. No entanto, as bicicletas conseguem circular com facilidade, exceto quando há carros estacionados em segunda fila ou em contramão. Seria ótimo se a Câmara Municipal de Braga criasse aqui um corredor BUS+Bici!

Ao chegar ao início da Av. Central, o percurso prevê a saída da bicicleta da via principal (que tem um desagradável piso calcetado) para uma rua paralela que está geralmente reservada ao trânsito pedonal e a veículos de moradores. Uma vez mais, na ausência de uma via ciclável com piso decente até junto à Arcada, creio que seria boa ideia abrir este percurso e o próprio centro histórico à circulação de bicicletas, com a devida sinalização e regulamentação.

O mapa pode ser visto em mais detalhe nesta página.

sábado, 30 de abril de 2011

Pequenas novidades...

Algumas atualizações recentes a este blog que poderão ter passado despercebidas:

  • Adicionámos a divertida série de banda desenhada sobre ciclismo Yehuda Moon à secção Úteis.
  • Criámos uma página intitulada TOP, onde reunimos atalhos para alguns dos tópicos mais populares deste blog.
  • Temos acrescentado regularmente novos sites à secção Não estamos sós. A maioria são portugueses, mas a página também acolhe sites de outros países, desde o Brasil aos EUA ou da Dinamarca a Moçambique.
  • Integrámos na barra lateral um mapa que permite visualizar em que parte do mundo se encontram os nossos leitores (só inclui visitas posteriores à data da sua inclusão). É interessante verificar que, para além do público europeu, temos também um importante conjunto de leitores em diversos pontos do Brasil. Ao longo dos próximos meses, queremos colocar mais alguns círculos verdes noutros pontos do mapa, incluindo a Ásia, África e... quem sabe, até o Alaska :-)
  • Incluímos no fundo da barra lateral (na página inicial) uma ferramenta de navegação no Arquivo, para acesso rápido aos artigos publicados num determinado mês/ano.
  • Outros pequenos melhoramentos, aqui e ali.

Esperamos que gostem e continuaremos abertos a críticas e sugestões!

 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Pequenas novidades...

Algumas atualizações recentes a este blog que poderão ter passado despercebidas:

  • Adicionámos uma imagem ilustrativa da nossa calculadora, na página Úteis
  • Adicionámos mais 10 sites portugueses à secção Não estamos sós.

Esperamos que gostem e continuaremos abertos a críticas e sugestões!

 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Calculadora: Quanto podemos poupar por deixar o carro em casa?

Há muitos e bons motivos para deixar o carro na garagem e fazer os percursos curtos ou médios de bicicleta. Um deles, que vem ganhando crescente notoridade na actual conjuntura, é sem dúvida a poupança de dinheiro - em combustível e não só.

Para facilitar as contas, criámos uma calculadora automática que permite determinar a poupança que se pode obter ao usar a bicicleta nas deslocações diárias para o trabalho, relativamente às despesas associadas ao uso do automóvel. Basta introduzir alguns parâmetros simples e o computador fará todas as contas por si. Veja quanto pode poupar por quilómetro, por dia, por mês, ou por ano.

A nossa calculadora está já disponível gratuitamente para download na secção Úteis, em duas versões: uma compatível com o OpenOffice, a outra compatível com o Excel.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Pequenas novidades...

Algumas atualizações recentes a este blog que poderão ter passado despercebidas:

  • Integrámos o Planeta Bicicultura, um agregador de blogues em Português, sobre a cultura da bicicleta e com bicicleta.
  • Implementámos o serviço de tradução automática (Google Translate). Não é perfeito, mas irá permitir que o blog esteja minimamente acessível a quem não fala Português.
  • Adicionámos alguns recursos importantes à secção Úteis, sob a forma de ligações para artigos em sites portugueses, como Bicicleta na Cidade e Massa Crítica PT. Entre os temas selecionados, destacam-se as questões da segurança, do código da estrada para ciclistas e da utilização da bicicleta com tempo de chuva.
  • Adicionámos alguns sites à secção Não estamos sós: Planeta Bicicultura, Copenhagen Cycle Chic, Lisbon Cycle Chic e Bicicleta na Cidade.

Esperamos que gostem e continuaremos abertos a críticas e sugestões!