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segunda-feira, 25 de junho de 2012

De bicicleta para o S. João de Braga, de fato e gravata

Quem me conhece sabe que, para além de me fazer deslocar de bicicleta para todo o lado na cidade de Braga, também toco trombone numa banda filarmónica. Ora acontece que a minha banda veio este ano animar uma vez mais as festividades são-joaninas desta cidade. Foi este domingo. Não resisti, e acabei por ir de bicicleta.

O primeiro desafio consistia em fazer transportar um estojo gigante na bagageira da bicicleta. Felizmente, tinha à mão um esticador elástico Triobinder Hook, que desempenhou o seu papel na perfeição. A bagageira da minha bicicleta passou assim a medir cerca de um metro de largura...

Durante o dia, precisei de prender a bicicleta em vários locais da cidade, conforme as exigências do serviço. Logo de manhã, na Avenida Central, deparei-me com a já habitual ausência de estacionamentos para bicicletas. Resolvi como pude, improvisando um lugar de estacionamento com um dos arcos que integravam a decoração festiva.

Mais tarde, já no Parque de S. João da Ponte, que foi recentemente objeto de obras de regeneração, senti falta de um local próprio para prender a bicicleta em segurança. Não havia, apesar das tais obras recentes. Uma vez mais, socorri-me da minha capacidade de desenrasque e prendi a bicicleta nos bastidores do coreto onde a minha banda ia passar a manhã a tocar.

Podia deitar um olho de vez em quando à bicicleta, o que me deixava um pouco mais descansado. No dia de S. João, o sol convidava e muitos eram os ciclistas que circulavam discretamente pela cidade, por entre o mar de gente. Não foi, por isso de estranhar que, passado pouco tempo, ela tivesse arranjado companhia, como se pode ver na foto.

À hora de almoço, pude desfrutar da bicicleta em todo o seu esplendor: bastou pegar nela e partir descontraidamente em direção a casa para um almoço descansado. Sem filas de trânsito, sem stress a procurar estacionamento, sem volante e bancos a queimar da exposição ao sol…

Mais para o final do dia, à hora da procissão, tive o meu momento de angústia. Tinha de deixar a bicicleta sem supervisão durante cerca de duas horas! Para piorar a situação, junto à Sé de Braga, não existiam estacionamentos nem nada parecido. A afluência de pessoas dificultava a passagem e a procura de um estacionamento improvisado. Acabei por inventar um bicicletário prendendo a bicicleta ao poste de uma esplanada que, por sorte, estava encerrada naquela hora. A minha bagagem ficou confiada à receção de uma albergaria daquela rua. O funcionário foi extremamente simpático. Felizmente, quando a procissão terminou, a bicicleta estava no mesmo sítio onde a tinha deixado. Respirei de alívio...

Há uma primeira vez para tudo, e foi assim a primeira vez que andei de bicicleta de fato e gravata. Apesar do stress de não haver estacionamento de confiança, devo dizer que a experiência correu muito bem. Cheguei a cada um dos destinos rapidamente, sem sujar o fato, sem perder a bagagem, sem suar demasiado... e sem perder a bicicleta.

Nota: O presidente da banda, ao ver-me chegar ao serviço de bicicleta, disse-me: "Isto é o futuro!". Ao que eu respondi: "É mesmo!…"

terça-feira, 20 de março de 2012

De bicicleta na cidade (vídeo)

Ao navegar pelo site da Quercus, encontrei esta reportagem que passou há algum tempo atrás na SIC, sobre a utilização da bicicleta como meio de transporte em contexto urbano. Não resisti a partilhá-la convosco…

Ah!… e já vos disse que já lá vão 2 anos desde que comecei a usar a bicicleta para a maioria das minhas deslocações diárias? :-)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

5000Km a pedalar por aí...

Esta semana completei a marca dos 5000Km de bicicleta. Ao longo dos últimos 23 meses, tenho usado a bicicleta como meio de transporte preferencial nas minhas deslocações, na cidade de Braga e não só. Se há 2 anos ainda teria algumas dúvidas sobre a viabilidade do investimento numa bicicleta, sei agora por experiência própria que tem valido a pena, por muitos e bons motivos!...

domingo, 22 de janeiro de 2012

A primeira resposta à Carta Aberta

Na sequência da minha recente Carta Aberta aos órgãos autárquicos locais, recebi poucas horas depois uma resposta da Junta de Freguesia. Aparentemente, pouco mais podem fazer do que alertar o Departamento de Trânsito da CMB e para ele encaminhar este tipo de contactos. Saúdo a rápida resposta desta instituição, mas ficarei a aguardar uma resposta, que espero ser um pouco mais substancial, da parte da Câmara Municipal…

 

De: Junta de Freguesia de S. Victor (Presidente)
Enviada: sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012 15:54
Para: 'Freguesia de S. Victor - Braga (Geral)'
Assunto: RE: Carta aberta à Câmara Municipal de Braga e Junta de Freguesia de S. Vítor

Para enviar ao autor da CARTA ABERTA

Recebemos e damos boa nota das preocupações quanto à avaliação pessoal que fez da situação do tráfego na Avenida Antero de Quental, nesta Freguesia.
Como somos “visados directos na carta aberta” que nos fez chegar, do mesmo modo que à comunicação social, o que saudamos, sempre poderemos adiantar que “em sede própria” muito antes desta nota, já endossamos junto da “única entidade competente” o Departamento de TRÂNSITO da Câmara Municipal de Braga, um conjunto de sugestões tendo em vista a melhoria da fluidez do tráfego e da segurança de automobilistas e de peões, naquele como noutros locais da nossa Autarquia. Reconhece e ainda bem alguns efeitos positivos de algumas medidas ali implementadas, pelo que nesse sentido iremos endossar à Câmara Municipal de Braga, pela “via Institucional” o seu conjunto de análise e sugestões.
Apresentamos desde já os nossos cumprimentos,

Firmino Marques
Presidente da Junta de Freguesia de São Victor


Abaixo deixo uma foto que mostra um dos sentidos de trânsito da avenida em questão, com estacionamento automóvel de ambos os lados e entrecortada por vários cruzamentos. Um dos problemas é que o estacionamento na parte central vai até junto aos cruzamentos, retirando a visibilidade necessária aos condutores. Há constantemente acidentes nesses cruzamentos e, ocasionalmente, há até dificuldade de manobra com veículos pesados, que não conseguem curvar por causa dos carros estacionados. Adicionalmente, as passadeiras existentes, para além de mal instaladas, são em número e localização insuficiente, tendo em conta a proximidade do centro comercial e do ecoponto.

Uma nova revista portuguesa sobre a Cultura da Bicicleta

Saiu recentemente a público uma nova revista trimestral dedicada a todos aqueles que gostam de bicicletas. Chama-se B - Cultura da Bicicleta, é escrita por uma equipa notável e vem trazer uma lufada de ar fresco à imprensa da especialidade em Portugal.

Apesar da ampla distribuição que teve este primeiro número, por todo o País, não foi nada fácil encontrar em Braga um exemplar disponível! Esgotou em todos os quiosques que a tiveram, e só encomendando um exemplar num deles foi possível receber finalmente a revista.

Tinha ouvido falar nela algures na Internet, e sabia que alguns dos membros da equipa eram pessoas bem conhecidas em Portugal no âmbito da promoção da "bicicultura". A equipa "B" inclui:

  • Pedro Carvalho, fundador da Bike magazine e amante do BTT;
  • Hugo "Boinga" Cardoso, outro amante do BTT, que também já colaborou regularmente com a Bike magazine, foi editor da revista Onbike Portugal e participa frequentemente na Cicloficina e na Massa Crítica do Porto);
  • Miguel Barroso, um arquiteto especializado na área da sustentabilidade que, para além de utilizar a bicicleta diariamente para o trabalho, é conhecido pelo seu famoso Lisbon Cycle Chic;
  • Sofia Torrão, engenheira, que recentemente redescobriu a bicicleta como meio de transporte;
  • Manuel Portugal, amante da fotografia e da bicicleta;
  • Edgar Antunes, de quem não sei muito mais, para além de ser um especialista operacional na área do grafismo e também gostar das duas rodas.

A capa do nº 1 da revista B destaca um artigo sobre "Os melhores destinos de BTT em Portugal". Confesso que o ciclismo desportivo não ocupa grande lugar na minha vida, mas reconheço que é sem dúvida aquilo que move mais ciclistas em Portugal. Ao ver esse tema destacado na capa, por momentos receei que talvez afinal esta revista não fosse bem aquilo que eu esperava. Mas mal a abri, vi que o conteúdo se destacava claramente de todas as outras revistas de bicicletas que tenho encontrado à venda por cá. O BTT continua a ocupar uma parte substancial da revista - e faz sentido, dado que é a modalidade de ciclismo mais popular - mas sob uma perspetiva diferente: a ênfase não é colocada nos componentes mecânicos, na tecnologia e nas técnicas de treino, mas sim na experiência, no prazer de pedalar, conviver ao ar livre e apreciar as paisagens. Gostei também de ver um artigo dedicado à temática ambiental, salientando a necessidade de assegurar a preservação dos trilhos e dos ecossistemas em torno deles.

Por outro lado, a revista acolhe também a temática do ciclismo utilitário, o desenvolvimento da bicicultura na Europa e em Portugal, e tem artigos dedicados à Massa Crítica e a algumas lojas e fabricantes de bicicletas portugueses. Para quem se interessa por ciclismo utilitário, este número apresenta um tipo de bicicleta diferente e especial - uma bicicleta de carga da marca dinamarquesa Bullit, com muito estilo e capacidade para "180 quilos de carga e ciclista". Um outro artigo interessante apresenta-nos o projeto Wheels 4 Life, que mostra como uma bicicleta aparentemente insignificante pode mudar radicalmente para melhor a vida de uma família ou de uma comunidade.

Vale a pena ler e, quem sabe, até mesmo assinar esta nova revista, que vem promover um estilo de vida saudável e sustentável. Parabéns à equipa B!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Carta aberta à Câmara Municipal de Braga e Junta de Freguesia de S. Vítor

Farto de assistir a acidentes patetas, completamente indesejáveis e perfeitamente evitáveis na minha rua, decidi enviar uma carta aberta aos órgãos autárquicos locais. Não sei se terá algum efeito prático imediato, mas espero que contribua para sensibilizar os responsáveis para as questões que afetam o bem-estar dos cidadãos. Logo que tiver uma resposta de uma ou de outra parte, darei aqui conhecimento da mesma.


Ex.mos Srs.

Venho trazer ao v/ conhecimento uma situação de alguma gravidade na qual considero que a Autarquia tem uma quota de responsabilidade, se não nas causas, pelo menos na sua possível resolução. Trata-se do ordenamento de trânsito na Avenida Antero de Quental (junto ao centro comercial Braga Parque) e ruas adjacentes.

Quando esta área comercial e habitacional foi criada, a Av. Antero de Quental tinha duas faixas de circulação em cada sentido, e mais duas filas de estacionamento nas bermas (uma em cada sentido de circulação). Na altura, recordo-me de ver que o excesso de viaturas automóveis estacionadas era tal que os automobilistas começaram a estacionar ilegalmente na via pública, junto ao separador central. A resposta da autarquia, ou da autoridade com competência nessa área, passou por institucionalizar esse estacionamento que antes era ilegal. A partir daí, passou a haver apenas uma via de circulação em cada sentido (que considero suficiente) e quatro faixas para estacionamento automóvel (as duas já existentes nas bermas, mais duas junto ao separador central). Isso permitiu acolher aproximadamente o dobro dos automóveis, mas criou outros problemas. Para além do número de passadeiras insuficientes para os moradores da Avenida que se deslocam ao BragaParque ou ao ecoponto que se encontra junto ao centro comercial, o estacionamento junto ao separador central veio reduzir a visibilidade nos cruzamentos com a Rua Álvaro Dória, entre outras.

A situação é particularmente grave porque está constantemente a haver acidentes nesses cruzamentos. Ainda que caiba aos automobilistas moderar a sua velocidade e assegurar a correta observância das regras de prioridade, enquanto morador considero que é praticamente inexistente a fiscalização pelas autoridades e, mais grave ainda, é extremamente difícil antever os veículos que se aproximam da esquerda dado que os veículos estacionados no centro até ao próprio cruzamento retiram a visibilidade.

Adicionalmente, é com alguma frequência que os veículos pesados longos que passam nesta zona não conseguem manobrar nos cruzamentos por causa do estacionamento excessivo.

Possíveis soluções poderiam passar por uma ou várias das seguintes medidas:

a) Eliminar completamente o estacionamento no meio da via, reservando o espaço adicional para passeios mais largos e/ou ciclovias de cariz utilitário.

b) Em alternativa, no mínimo, encurtar o estacionamento de modo a reservar alguns metros livres, que assegurem uma boa visibilidade em todos os cruzamentos,

c) Outra possibilidade a considerar seriamente seria implementar uma "Zona 30", com prioridade a peões e ciclistas, à semelhança do que já vai sendo feito noutros países europeus, nas zonas habitacionais.

d) Fiscalizar regularmente o estacionamento e o cumprimento de limites de velocidade na área em questão.

e) Criar estacionamento seguro e em quantidade alargada para bicicletas (seguindo as recomendações de design e localização da MUBI e da FPCUB) junto ao Braga Parque, de modo a reduzir a necessidade de recorrer ao automóvel para as deslocações a esta zona.

Porque o desenvolvimento de uma cidade não se mede na quantidade de automóveis que nela estacionam ou circulam, mas sim na qualidade de vida e no bem-estar dos cidadãos, é urgente repensar a cidade de Braga a uma nova luz. O automóvel não pode ser o objetivo principal das políticas de urbanismo: em primeiro lugar estão os cidadãos e o seu bem-estar. Daí que seja essencial apostar em boas condições para quem anda a pé ou de bicicleta (mesmo os próprios automobilistas também são peões quando não estão a usar o carro).

Espero que esta comunicação possa contribuir para a melhoria futura das condições de vida nesta zona e na cidade de Braga, e gostaria de receber uma resposta da v/ parte relativamente à posição da autarquia quanto aos assuntos expostos.

Sem outro assunto de momento, subscrevo-me com os melhores cumprimentos.
Victor Domingos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A bicicleta na Revista SIM

Acaba de me passar pelas mãos o mais recente número da Revista SIM e, lá dentro, mais uma edição da série "Vidas com Pedal", desta vez com um retrato deste vosso amigo…

"Vidas com pedal" é o nome de uma interessante série de artigos, da autoria de Sérgio Parente, sobre algumas das pessoas que usam quotidianamente a bicicleta na cidade de Braga. Para quem não sabe, o Sérgio, psicólogo de profissão e também ele um notável ciclista urbano desta mesma cidade, é fundador e coordenador do movimento comunitário bracarense "Encontros com Pedal".

Aqui fica o boneco… Fiquei um bocadinho mais sério na fotografia do que esperava, mas a bicicleta sempre aligeira um pouco a coisa, espero! :-)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Da bicicleta e de outras pedaladas minhas…

Pois é… ultimamente tenho vindo a publicar de forma mais espaçada neste blog, mas continuo a pedalar diariamente e a redescobrir as vantagens deste meio de transporte.

Ainda esta semana, num dia de chuva forte e vento intenso, dei por mim cá em Braga a circular alegremente (dentro de um impermeável, claro!) ultrapassando filas e filas e filas de carros parados por causa das inundações e, talvez, dos acidentes.

Era um daqueles dias em que poucos se atreveriam a sair à rua de bicicleta, mas acabou por tornar-se uma benção. O trânsito em Braga estava caótico (algo que não é nada habitual por cá) e a bicicleta era o meio de transporte ideal nessas condições. Felizmente, filas de carros parados como aquelas não são obstáculo para um ciclista. Cheguei rapidamente a casa, sem stress e, graças ao impermeável e aos guarda-lamas, com a roupa e o corpo perfeitamente secos.

Outras pedaladas minhas…

Um dos motivos que me têm afastado um pouco da escrita neste espaço é um outro projeto pessoal em que estou envolvido neste momento. Estou a tratar da reedição dos meus trabalhos literários em formato digital, e isso tem obrigado a bastante trabalho.

Os curiosos poderão começar por visitar o meu novo "site oficial", onde irei dando notícia dos livros que vou publicando:

www.victordomingos.com

Esta semana, consegui finalmente lançar um pequeno livro de ficção na Apple iBookstore (para iPad, iPhone e iPod touch), na Smashwords (edição multiformato) e na Amazon Kindle Store (claro está, para dispositivos e aplicações Kindle). A obra chama-se "As Confissões de Dulce" e é uma abordagem alternativa à personalidade de uma das primeiras rainhas de Portugal. Não é um livro muito extenso, pelo que pode ser uma excelente leitura até através de um simples smartphone. Mais informação sobre este tema, nesta página. A quem interessar, por favor escolha a loja preferida e compre o livro (custa menos que meia dúzia de ovos Kinder, e ainda por cima não faz engordar). Desde já, agradeço :-)

 

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domingo, 16 de outubro de 2011

Sobre a necessidade de ciclovias

Sempre que se fala de promoção do uso da bicicleta na cidade, discute-se a necessidade de ciclovias. Não sou nenhum perito em urbanismo ou em ordenamento de trânsito mas, enquanto cidadão e utente das ruas e da bicicleta, tenho algumas humildes opiniões sobre o assunto. Acrescente-se a isto que a minha experiência e as minhas sugestões mais específicas referem-se quase sempre à cidade de Braga, onde resido atualmente e onde vou votar em todas as eleições (leram bem isto, senhores governantes?).

As ciclovias, se forem bem pensadas e bem implementadas no contexto de uma rede de vias cicláveis (ou seja, o conjunto dos diferentes tipos de vias onde circularão as bicicletas na cidade e arredores), podem ser uma peça importante na criação de condições para uma maior utilização da bicicleta nesta cidade.

Devem ligar de forma lógica e integrada, e bidireccionalmente, todos os pontos principais da cidade, incluindo as estações terminais de transportes públicos, zonas e centros comerciais, polos empresariais ou industriais, zonas habitacionais, áreas de lazer e de desporto, escolas e universidades.

Na concepção de vias cicláveis segregadas (ciclovias, ciclofaixas…), deve evitar-se alguns erros infelizmente muito comuns. Por exemplo: roubar espaço aos peões para criar ciclovias, manter zonas de perigo junto à faixa de rodagem reservada a ciclistas (como lugares de estacionamento sem separador nem distância de segurança) ou permitir ou facilitar a circulação de peões ou de veículos motorizados. Outro erro comum que deve ser evitado é a atribuição de uma largura insuficiente, que impede o cruzamento (nas vias de dois sentidos) ou a ultrapassagem por outros ciclistas, em condições de segurança. É particularmente delicada nestas infra-estruturas a intersecção entre vias, pelo que deve ser dada a devida atenção à cuidadosa planificação de entroncamentos, cruzamentos e rotundas. Mau exemplo de como se implementa uma ciclovia, no Porto

Não creio que todas as vias cicláveis tenham de ser necessariamente ciclovias, mas em alguns casos essa é a melhor opção. O importante é que a cidade seja repensada globalmente em função da desejada mobilidade sustentável e seja criada uma rede de vias cicláveis - um mapa da cidade que possa ser proposto aos cidadãos que já usam ou que desejam começar a utilizar de forma regular a bicicleta como meio de transporte.

Mas há mais medidas que fazem falta... Por exemplo:

  • Estacionamentos para bicicletas em quantidade adequada, em locais próprios e com um design funcional.
  • Criação de corredores Bici+Bus (ou eventualmente, Bici+Bus+Moto) em ruas que actualmente têm sentido único apenas para transportes públicos. Um exemplo paradigmático é a Rua D. Pedro V, onde esta medida deveria ser acompanhada, na minha opinião, por uma fiscalização mais assídua do estacionamento ilegal e eventual redução das áreas reservadas a estacionamento automóvel.
  • Promoção da intermodalidade(p.ex., comboio + Bicicleta), assegurando as condições necessárias ao transporte de bicicletas nos comboios entre Braga e outras cidades, e divulgando amplamente essa opção económica e ecológica junto dos estudantes universitários e dos trabalhadores que fazem diariamente essa viagem.
  • Acalmia de tráfego, isto é, a redução da velocidade máxima em certas vias, e a devida fiscalização. Ainda há dias, na vizinha Espanha, vi agentes da autoridade a fiscalizarem uma "zona 30" com radar de segurança. Aqui além de praticamente ainda não existirem zonas 30, pura e simplesmente não existe fiscalização e quase ninguém cumpre os limites de velocidade dentro das localidades.
  • Criação de mais zonas amplas para os cidadãos: retirar espaço aos carros e devolvê-lo prioritariamente a peões, regulando devidamente o seu uso por parte de veículos. Em algumas cidades, existem ruas em que as crianças podem brincar em segurança: os carros e demais veículos são obrigados a respeitar os peões reduzindo a velocidade e dando-lhes sempre prioridade. Em Barcelona, as bicicletas podem usar determinados passeios, mas reduzindo a sua velocidade máxima para 15km/h para evitar acidentes com peões.

Seria interessante e muito útil que algum académico realizasse um estudo com rigor científico, no que se refere à questão da mobilidade sustentável em Braga. Talvez algo do género do que fez o Eng. Paulo Guerra Dos Santos na cidade de Lisboa. Uma análise sistematizada das vantagens de cada meio de transporte, e mesmo da intermodalidade, em diferentes cenários; dos obstáculos actualmente existentes a uma mobilidade mais sustentável e promotora de uma maior qualidade de vida para os cidadãos; e ainda das soluções mais indicadas, numa lógica de conjunto, para esta cidade.

Será que já algum dia alguém da Universidade do Minho elaborou alguma tese sobre estes assuntos?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

4000km a pedalar: "Fui de Portugal até à Ucrânia de Bicicleta"

4 mil quilómetros de bicicleta

Podia ser esta a primeira frase deste artigo, se em vez de ir trabalhar a cada dia tivesse partido de bicicleta há um ano e meio em direção ao oriente e percorresse a distância que por cá fui pedalando entretanto.

Foi há cerca de 1 ano e meio que comprei a minha primeira bicicleta e comecei a ir nela para o trabalho, todos os dias. O conta-quilómetros (ou conta-voltinhas, como alguém simpaticamente o chamava um destes dias) marca agora 3977Km. Antes do final desta semana, irá passar a marca dos 4 mil quilómetros percorridos.

É um número que não te importância nenhuma, afinal de contas. Mas ainda assim, é bom olhar para trás ver que fomos capazes de escolher uma opção mais ecológica e económica, contra aquela que é ainda a visão e a prática da maioria, e tornar essa prática a nossa rotina diária normal. Ao longo deste tempo, o carro passou a ter a utilização que lhe é própria, ou seja, só é usado quando tal é mesmo necessário.

Como qualquer mudança na vida, foi preciso alguma aprendizagem e alguma persistência. Mas vale bem a pena! Sentir o vento fresco na cara (ou mesmo a chuva, quando a há) é uma experiência que não tem preço: faz-nos sentir vivos e mais próximos da cidade que nos rodeia. A cidade passa a ser de certa forma o nosso quintal, a nossa vizinhança, como se deixasse de existir uma fronteira invisível entre nós e o mundo.

Há muitos bons motivos para escolher a bicicleta como meio de transporte. Mas, independentemente de quais sejam, é sempre apenas o início de uma transformação ainda maior, cujas vantagens vamos conhecendo e colhendo ao longo do tempo…

terça-feira, 27 de setembro de 2011

9ª Massa Crítica em Braga

Tal como já vem sendo habitual, na última sexta-feira do mês realiza-se em várias cidades portuguesas e estrangeiras a Massa Crítica, ou Bicicletada. De norte a sul, e em diferentes continentes, os ciclistas urbanos (habituais ou esporádicos) unem-se para partilhar e celebrar a mobilidade sustentável. É uma oportunidade para partilhar experiências, divulgar a bicicleta enquanto meio de transporte útil e sensibilizar a população.

Em Braga, o ponto de encontro escolhido é o chafariz da Arcada (Av. Central, a partir das 18h30). Se estiver por perto de Braga, já sabe: pegue na sua bicicleta e venha para a rua celebrar a mobilidade sustentável!

Mais informações sobre este evento mensal estão disponíveis, como habitualmente, na página da Massa Crítica Braga, no Facebook, ou no site da Massa Crítica - Portugal.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ah!… e mais um vídeo!

Bem… estava mesmo a fechar o tasco por hoje, quando me entrou mais este vídeo porta adentro. Na RTP, foram entrevistados dois voluntários do projeto Bike Buddy, também eles utilizadores assíduos da bicicleta como meio de transporte no seu dia-a-dia. Mais bons exemplos a seguir.

Afinal, não foi mesmo um dia perdido, e parece que muita coisa se passou por esse país fora, em matéria de promoção da mobilidade sustentável. Eu é que estava atento a outras coisas :-)

No Dia Mundial Sem Carros… (vídeo)

…seria de esperar um cenário idílico, sem carros, com muita gente a circular a pé ou de bicicleta, ou mesmo de transportes públicos. Seria de esperar um dia muito diferente. Mas nem por isso. Em Braga, pelo menos, foi praticamente um dia igual a tantos outros. Estranho, não é?

Felizmente, para animar um pouquinho o que restava do meu dia, tropecei algures neste vídeo inspirador. Uma pessoa normal, como tantas outras afinal, para quem todos os dias podem ser verdadeiramente, e simplesmente, Dias Mundiais Sem Carros. Porque não?

O presidente da Câmara Municipal da Murtosa é ele mesmo um utilizador habitual da bicicleta como meio de transporte, e tem também promovido a opção por este meio de transporte junto da instituição a que preside. Um verdadeiro exemplo a seguir pelos nossos governantes, e não só.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Dicas para começar a usar a bicicleta como meio de transporte - Parte 4: Escolha um percurso adequado

[Este é o quarto de uma série de artigos (ver artigo inicial, ver segundo artigo, ver terceiro artigo) dedicados a quem quer começar a utilizar a bicicleta como meio de transporte e ainda não sabe muito bem por onde começar. Trata-se de uma série de artigos que aborda diversos temas, desde a escolha da bicicleta à aprendizagem de um estilo de condução adequado.]

Ao escolher o seu percurso, há algumas variáveis importantes a levar em consideração. Em primeiro lugar, a sua forma física e a sua experiência enquanto condutor e ciclista. Em segundo lugar, a distância a percorrer e as condições no terreno: inclinação, tipo de estrada, trânsito, etc.

8. Use os mapas

Consulte o mapa da sua cidade e defina uma rota que seja tão direta quanto possível, mas tente evitar para já as inclinações mais acentuadas. Mais tarde, poderá explorar também essas ruas, mas é preferível começar de forma gradual.

Evite também as chamadas "vias rápidas" e outros eventuais trechos que se encontrem vedados à circulação de velocípedes. Lembre-se contudo que a bicicleta é um veículo e, como tal, pode circular normalmente na maior parte das ruas e estradas.

Para além dos mapas em papel, podem ser muito úteis os serviços de mapas on-line. O Google Maps, por exemplo, tem uma funcionalidade para ciclistas que, infelizmente, ainda não está disponível em Portugal, mas pode mesmo assim ser útil: se selecionarmos as rotas pedestres, temos um caminho um pouco mais adequado a ciclistas. Existe também o MapMyRide que tem a vantagem de permitir desenhar uma rota no mapa e visualizar um gráfico com a variação da inclinação ao longo desse percurso.

9. Explore a sua cidade de bicicleta

Se está a começar, comece por explorar os seus possíveis percursos previamente, por exemplo num fim de semana. Isso permitir-lhe-á conhecer melhor as ruas, com calma e talvez até com menos trânsito, para ficar com uma noção mais clara das distâncias, bem como dos obstáculos ou dificuldades que possa encontrar em cada uma delas. Não há como sair a pedalar para ficar a saber se um certo trajeto é ou não demasiado inclinado, por exemplo.

Pedale descontraidamente, sem pressas, e aproveite para contar o tempo que demora cada um dos percursos. Mas lembre-se: a ideia não é fazer uma corrida contra o tempo, mas sim ficar a saber quanto tempo demora, fazendo o caminho de forma mais ou menos relaxada. A regra é simples: quanto mais rápido pedalamos, mais aquecemos e mais suados chegamos ao destino; mas se pedalarmos ao nosso próprio ritmo, podemos fazer vários quilómetros sem grande esforço. Deste modo, saberá a que horas precisa de sair de casa, para chegar pontual ao seu local de trabalho.

Ao explorar a cidade, esteja atento(a) a eventuais atalhos que possam vir a facilitar-lhe as suas viagens de bicicleta.

10. Pense como ciclista, não como motorista

O melhor caminho para um ciclista é muitas vezes diferente daquele que mais convém a um automobilista. Se ao automóvel convêm rotas que incluam estradas rápidas e largas, poucos cruzamentos e sinais de stop ou cedência de passagem, ao ciclista interessam antes rotas tão diretas quanto possível, com pouca inclinação e preferencialmente com trânsito automóvel lento, ou com pouco ou nenhum trânsito automóvel. As ruas secundárias são particularmente úteis para quem vai de bicicleta: são rápidas, muitas vezes são mais diretas e têm menos trânsito ou, pelo menos, trânsito mais lento.

Além disso, o ciclista pode facilmente transpor alguns obstáculos impossíveis a um carro, até porque basta apear-se e levar a bicicleta pela mão, sempre que isso for necessário.

Outro fenómeno que acontece muitas vezes é o facto de determinadas estradas serem mais movimentadas em determinadas horas e ficarem praticamente desertas noutros horários. Conhecendo esse pulsar, podemos usá-lo a nosso favor. Se uma rua tem engarrafamento a uma determinada hora, isso significa que o trânsito está mais lento e, provavelmente, bem mais seguro para um ciclista. Se a uma outra hora a rua fica mais ou menos deserta e não há carros a circular a alta velocidade, ótimo!

11. Junte-se aos seus vizinhos ciclistas

A partir do momento em que passar a andar de bicicleta na sua cidade, irá perceber que, mesmo sendo ainda uma minoria, há dezenas ou centenas de vizinhos seus que já usam a bicicleta no seu dia a dia. Fale com alguns deles, para perceber quais os percursos utilizados mais frequentemente pelos ciclistas mais experientes. Afinal, todos eles tiveram também de explorar inicialmente até encontrarem os seus percursos preferidos.

Participe em eventos de ciclismo urbano, como a Massa Crítica, a Cicloficina ou os Encontros com Pedal. Isso dar-lhe-á a oportunidade de meter conversa com alguns dos ciclistas com quem, muito provavelmente, se passará a cruzar no seu quotidiano. Aproveite para trocar experiências e conhecer os melhores percursos para bicicletas.

Junte-se a uma associação local de ciclistas urbanos, se existir, e use os grupos existentes nas redes sociais para descobrir outros ciclistas e trocar experiências e ideias.

(continua...)

domingo, 7 de agosto de 2011

Vídeo: Um carrinho de bebé que se converte em veículo a pedais

Uma bicicleta dobrável é sempre prática para ir a alguns sítios onde uma bicicleta normal habitualmente não vai. Mas um carrinho de bebé que se converte num triciclo de adulto com cadeira de bebé integrada, isso é outra ideia excelente! Ora vejam no vídeo abaixo o veículo a que me refiro, e digam lá se não faria as delícias de qualquer papá ou mamã ciclista urbano...






quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Dicas para começar a usar a bicicleta como meio de transporte - Parte 3: Antes de começar a pedalar

[Este é o terceiro de uma série de artigos (ver artigo inicial, ver segundo artigo) dedicados a quem quer começar a utilizar a bicicleta como meio de transporte e ainda não sabe muito bem por onde começar. Trata-se de uma série de artigos que aborda diversos temas, desde a escolha da bicicleta à aprendizagem de um estilo de condução adequado.]

7. Antes de começar a pedalar, verifique sempre:

  • RODAS - Não devem estar empenadas, devem estar devidamente fixadas e os pneus devem estar à pressão recomendada pelo fabricante (entre outras coisas, ajuda a evitar o aparecimento de furos). Convém ir verificando também a eventual presença de anomalias na superfície dos pneus.
  • TRAVÕES - Aplique força nas manetes dos travões para confirmar que estejam a funcionar corretamente. Verifique periodicamente os calços: tenha atenção à sua posição (deverão tocar unicamente no aro e nunca no pneu) e ao seu desgaste. Se estiverem gastos, deverão ser substituídos.
  • CORRENTE - A corrente e todo o mecanismo de transmissão devem estar limpos, lubrificados e afinados. Se a transmissão da sua bicicleta não estiver a funcionar devidamente (por exemplo, se a corrente saltar ou não agarrar), podem ocorrer acidentes de gravidade mais ou menos imprevisível. Na dúvida, consulte um mecânico de bicicletas.
  • SELIM e DIREÇÃO - O selim deve estar bem apertado e regulado a uma altura adequada. Não deve haver nenhuma folga entre o guiador e a roda dianteira - ou seja, não podem mover-se independentemente. Se notar alguma folga, peça de imediato ao seu mecânico de bicicletas para verificar a caixa de direcção.
  • LUZES - Se vai circular antes do nascer do sol, ou se existe a possibilidade de ter de pedalar a partir do fim da tarde, certifique-se de que leva consigo um conjunto de luzes dianteira (branca) e traseira (vermelha). Se as suas luzes necessitarem de pilhas, certifique-se de que tem sempre as pilhas carregadas, bem como um par de pilhas suplentes.

(continua...)

sábado, 30 de julho de 2011

Foto e percurso da 7ª Massa Crítica de Braga

Conforme vem sendo tradição desde… há cerca de um mês, aqui fica a foto de grupo da 7ª Massa Crítica de Braga, que se realizou na passada sexta-feira, dia 29 de julho.

O grupo reuniu por volta das 18h30 e, enquanto aguardávamos a eventual chegada de mais participantes, fomos discutindo o trajeto a percorrer nesse dia. Arrancámos eram talvez já cerca das 19h seguindo o percurso do mapa abaixo (linha a verde).

Este percurso sai do centro e passa junto a alguns pontos importantes da cidade (Av. Central, Mercado Municipal, Central de Camionagem, Estação de Comboios, Parque da Ponte, Estádio 1º de Maio, Parque de Exposições, Tribunal, centros comerciais…). Se, por um lado, é fácil perceber a importância de cada um destes locais para o dia-a-dia dos bracarenses, nem sempre parece ser óbvia a necessidade de uma intervenção nas respetivas vias de acesso.

Esquecendo por momentos a questão mais ou menos secundária da qualidade do piso (o paralelo é muito mal tolerado por boa parte das bicicletas), há certos pontos do percurso deste mês que são de certa forma pouco amigos dos ciclistas -e dos peões, já agora.

Vejamos o caso da Estação de Braga: a Av. António Macedo e a Rua do Caires, que são parte integrante da nossa pseudo-autoestrada de estimação, com as velocidades excessivas (sobretudo na primeira) e estacionamento abusivos (sobretudo na segunda) não facilitam nem a circulação em segurança das bicicletas nem a dos peões.

Outro caso crítico é o acesso à zona do Parque da Ponte, onde se situam também o Parque de Exposições e o Estádio 1º de Maio. A meu ver, justificar-se-ia aqui a presença de uma boa ciclovia ou ciclofaixa a ligar esta zona ao centro histórico, através da Av. da Liberdade. Há demasiadas faixas de rodagem, cruzamentos, e ainda uma rotunda, que tornam muito confusa a interação entre ciclistas e os restantes veículos. Em casos como estes, torna-se crucial a atenção de todos eles, uma sinalização bem visível por parte dos ciclistas e muita muita cautela. E, além da tal ciclovia, davam jeito alguns ajustes ao código da estrada

Finalmente, quando nos dirigimos do Parque de Exposições para a zona do Braga Parque, utilizando a Av. João XXI e a Av. João Paulo II, deparamo-nos com uma nova rotunda que, embora sendo útil à circulação automóvel com as suas passagens aéreas e subterrâneas e as várias faixas de circulação, dificulta imenso a interação entre ciclistas e demais veículos. Este, creio eu, é um problema nacional, que só uma revisão do Código da Estrada e um estudo aprofundado das soluções de ordenamento de tráfego utilizadas lá fora poderiam solucionar. Em todo o caso, no meu Mapa Ideal da Cidade de Braga, certamente que haveria aqui mais umas ciclovias ou ciclofaixas a fazer a ligação entre o Minho Center, o Braga Parque, o Parque de Exposições e a Universidade do Minho. Ou então alguma outra solução mais adequada, que não implique as bicicletas meterem-se à frente dos carros e camiões que saem da rotunda, nem os ciclistas terem de apear-se sempre que têm de contornar uma rotunda.

[Clique aqui para ver o trajeto no Google Maps]

Quando chegámos à Av. Padre Júlio Fragata (após cerca de 7,5km a pedalar), parte dos participantes precisavam de ir embora, pelo que parámos para tirar a foto de grupo e fazer as despedidas. Os que ficámos, seguimos um atalho de volta para o centro (linha a azul) e aproveitámos para ir tomar um copo sem álcool e intercalado com dois dedos de conversa.

De certo modo, esta bicicletada foi uma aventura feita em modo suave. Por algum motivo os ciclistas urbanos de Braga tendem a evitar algumas destas vias, contra a lógica dos mapas!… Há algumas ruas excelentes para pedalar em Braga, mas - atenção, senhores governantes e demais responsáveis pelas nossas ruas e estradas! - há ainda muito por fazer para tornar Braga uma cidade realmente amiga dos cidadãos que nela se deslocam a pé e/ou de bicicleta!

Para quem não pôde participar nesta edição da Massa Crítica Braga, fica o convite: última 6ª feira de cada mês, ao fim da tarde. A próxima é no dia 26 de agosto.

Mais informações sobre este evento mensal estão disponíveis, como habitualmente, na página da Massa Crítica Braga, no Facebook, ou no site da Massa Crítica - Portugal.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ciclismo Urbano em Braga

Acaba de ser constituído no Facebook o grupo Ciclismo Urbano em Braga. Trata-se de um espaço on-line que pretende funcionar como ponto de encontro e de partilha de experiências e ideias da comunidade de utilizadores da bicicleta como meio de transporte na cidade de Braga.

Este novo grupo, cuja criação foi inspirada no modelo portuense, servirá também como ponto de partida para os ciclistas de Braga se irem conhecendo. E, quem sabe, talvez daqui venham a surgir outras iniciativas que contribuam para uma maior e melhor utilização da bicicleta e Braga e para o progresso no sentido de uma cidade mais amiga dos seus cidadãos ciclistas.

O grupo é aberto, o que significa que todos podem aderir e participar. Pode ser encontrado nesta página.

Resultados da mini-sondagem #5